Leviatã (Thalassodraco leviathan)
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Nomes alternativos: notron (senzar), livyathan (ofiriano)
Comprimento: 37 metros.
Massa: 100 toneladas (+30)
Hábitat: mares de Kishar.
Inteligência Abstrata: -3; Inteligência Concreta: 0; Inteligência Social: -2; Inteligência Pessoal: -2; Paranormalidade: +8; Resistência +5; Proteção +5; Tamanho +5; Saúde: +2; Mobilidade: -3; Sentidos: +4 (Olfato: +8; Audição: +4; Visão: 0); Dificuldade de treinamento: +4.
Habilidades: Força +25; Combate: +3; Esquiva: ½; Nado veloz: +20; Corrida: +4; Caça: +3; Mergulho: +34 (24 horas, profundidade ilimitada); Telecinese: +7; Clarividência: +7; Telepatia: +7. Manobras de combate: Morder +8/+9; Lança-chamas: +7/+7, com Precisão +3, alcance máximo de 100 metros (+8) fora d’água e 10 m (+4) dentro d’água; Golpe de Cauda: +5/+5; Cabeçada: +5/+5.
Características
O Notron de Atlântida é um ser semi-inteligente e mágico dos mares do planeta Kishar, no universo de Atlântida: um gigantesco lagarto marinho, um nadador ágil, com dentes de mais de 60 cm de comprimento, protegido por uma couraça praticamente impenetrável e capaz de cuspir fogo. Pode nadar à velocidade de 20 m/s (72 km/h) e arrastar-se em terreno plano ou pantanoso com velocidade de até 4 m/s (14 km/h), como uma gigantesca cobra. Põe ovos em ilhas desabitadas. Partes de seu corpo podem ser utilizadas no Estilo Nergal de magia atlante.
Parece-se muito com o Leviatã descrito no Livro de Jó:
Poderás tu fisgar Leviatã com um anzol, e amarrar-lhe a língua com uma corda? Serás capaz de passar um junco em suas ventas, ou de furar-lhe a mandíbula com um gancho? Ele te fará muitos rogos, e te dirigirá palavras ternas? Concluirá ele um pacto contigo, a fim de que faças dele sempre teu escravo? Brincarás com ele como com um pássaro, ou atá-lo-ás para divertir teus filhos? Será ele vendido por uma sociedade de pescadores, e dividido entre os negociantes? Crivar-lhe-ás a pele de dardos, fincar-lhe-ás um arpão na cabeça? Tenta pôr a mão nele, sempre te lembrarás disso, e não recomeçarás. Tua esperança será lograda, bastaria seu aspecto para te arrasar.
Ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem lhe resistiria face a face? Quem pôde afrontá-lo e sair com vida, debaixo de toda a extensão do céu? Não quero calar sobre seus membros, direi seu vigor incomparável. Quem levantou a dianteira de sua couraça? Quem penetrou na dupla linha de sua dentadura? Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror? Sua costa é um aglomerado de escudos, cujas juntas são estreitamente ligadas; uma toca a outra, o ar não passa por entre elas; uma adere tão bem à outra, que são encaixadas sem se poderem desunir.
Seu espirro faz jorrar a luz, seus olhos são como as pálpebras da aurora. De sua goela saem chamas, escapam centelhas ardentes. De suas ventas sai uma fumaça, como de uma marmita que ferve entre chamas. Seu hálito queima como brasa, a chama jorra de sua goela. Em seu pescoço reside a força, diante dele salta o espanto. As barbelas de sua carne são aderentes, esticadas sobre ele, inabaláveis. Duro como a pedra é seu coração, sólido como a mó fixa de um moinho.
Quando se levanta, tremem as ondas, as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha; o bronze, pau podre. A flecha não o faz fugir, as pedras da funda são palhinhas para ele. O martelo lhe parece um fiapo de palha; ri-se do assobio da azagaia. Seu ventre é coberto de cacos de vidro pontudos, é uma grade de ferro que se estende sobre a lama. Faz ferver o abismo como uma panela, faz do mar um queimador de perfumes. Deixa atrás de si um sulco brilhante, como se o abismo tivesse cabelos brancos. Não há nada igual a ele na terra, pois foi feito para não ter medo de nada; afronta tudo o que é elevado, é o rei dos mais orgulhosos animais.
O leviatã pode tentar engolir inteiro um ser de tamanho +1 ou menor, ou um bote de até 4 m de comprimento. Para isso, tem de empatar ou vencer uma disputa de Agilidades e, em seguida, vencer (com uma diferença de pelo menos um grau) uma disputa de sua Habilidade de Combate contra a Esquiva da presa. Se empatar, morde-a, provavelmente partindo-a em duas.